segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Estórias de vidas reais _manel 01


Quase poderia ser uma história, mas o que vou escrever é bem verdade.

Entre a ficção dos livros e a nostalgia de quem os leu...
Quem lê livros nestes pais?
Apenas foram lidos no tempo onde os Magalhães reinavam.
Agora manda a imposição para quem poupou e para quem pode por os seus descentes
a estudar, melhor fazer por isso.
Há uns quinze dias atrás, estava eu a trabalhar e observava um colega de trabalho. Um bom trabalhador e um bom colega de trabalho até algo se provar em contrário. Ocupa os tempos livres na arbitragem pois dá-lhe um dinheiro extra. Uma boa forma de ganhar dinheiro e ser " bem tratado" como ele próprio diz já nem liga aos soberbos nomes que lhe chamam, pois os nomes são sempre os mesmos. Temos de ser diferentes para captar a atenção da arbitragem,
meus senhores!
No entanto estava preocupado com meu olhar pois preocupa-me a segurança dos outros
mesmo sendo sádico com a dor alheia, gosto de ver um bom trabalho em segurança e isso levou-me a ter a minha atenção sobre este e sobre aquilo que ele fazia, o lapidar da madeira saia sobre fagulhas , com um sorriso de orelha a orelha.
Enquanto isso acontecia, no outro lado do meu hemisfério cerebral relembrava a história que este homem vive em paralelo. segundo palavras dele, contava-me em tempos.
Casado, pais de dois filhos um deles em idade adulta e um outro a viver o universo da puberdade tardia. Tem um relacionamento com a suposta melhor amiga da mulher ao qual em solteiro tinha namorado com esta, acabou pois ela era demasiadamente quente para este homem frio de duas mulheres. Uma desculpa para o medo do acompanhar, assistir o fogo de uma mulher endiabrada, isto é, medo para casar e ser enganado, mas para ser a puta dele isso sim já serve. Que estranho comportamento, segundo eu sei as razoes pelo que o leva a fazer isso são tão estúpidas para as razoes que o levou a não casar com a dita fulana. Que cérebro estranho. O pior ou o melhor que este "homem" é mais marido que o próprio marido e nem ele o reconhece. O amor desta mulher que fora rejeitado em solteiro arranjou sempre uma forma de o acompanhar nem que seja desta forma, vadia, no telemóvel sempre a horas que a arbitragem tenha um fundamento, ou seja todos os dias ou quase todos no mínimo 3 horas.
Onde esta a mulher deste senhor?
e o marido da outra.?...só podem ser amantes! Talvez.
não, brinco sorrindo com que escrevo.
Aposto, no mínimo ocupados com outras actividades enquanto estes dois cobardes ocupam o seu tempo a "namorar". Se estivessem juntos eram capazes de não o fazer, enfim.
já tentei pensar neste caso, não vale a pena é como muitos outros não tem origem muita pouca essência e para as mentes destes muita aventura.....
Mentes fracas.
Enfim se o consolo vem por forma de se ouvirem logo maior castigo deveria ser o mesmo até
provocar dor....
continuando
Entre muitas outras coisas que este ávido técnico de amores alheios e entre encontros amorosos em cemitérios deparo-me na criatividade destes pois os cenários são tao bucólicos, se "Cesário verde" estivesse vivo de certeza que faria uma descrição das janelas destes dois seres. Entre frenéticas perguntas ao qual ele não me conseguia dar resposta consegui baralha-lho ao ponto de ele conseguir pensar e ligar à dita namorada, amante ( que direito tenho eu).
Um relato dele após o telefonema para a amante deste, foi bem engraçado e quero partilhar.
- depois no que falamos eu pensei bastante e liguei-lhe(a ela). Consegui enfurece-la e no que dia seguinte mandou-me a seguinte mensagem
(estás bom da cabeça ou queres ver-me no cemitério).”irónico ela falar de cemitérios”
O sorriso deste homem brilhava tal como um cheque que ostentava quando a arbitragem corria de feição.
 Ela consegui o efeito pretendido.
Mas que efeito! Será este?
Ela já o deve conhecer bem para saber que este homem deveria sentir-se homem e DONO dela ou pelo menos pensar. Não voltei a falar mas pelo que vi os encontro no cemitério, as saídas a quatro, em casal vão continuar até que alguém acorde para a vida e ponha estes dois na fila, enquanto que estes não vão acordar mais....

Vale a pena pensar nisso? não não vale....


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